Entendo a criptografia de uma vez por todas

Entendendo os conceitos de criptografia de uma vez por todas

A criptografia está presente em praticamente tudo o que fazemos no mundo digital — de uma simples mensagem no celular a transações bancárias e sistemas corporativos críticos. Ainda assim, ela costuma ser vista como algo complexo, abstrato ou “coisa de especialista”.

Neste artigo, vamos desmistificar a criptografia, explicar o que ela é, por que existe e como é aplicada na prática, de forma clara e definitiva.

O que é Criptografia?

Criptografia é o conjunto de técnicas usadas para proteger informações, transformando dados legíveis em dados ininteligíveis para quem não tem autorização.

Em termos simples:

Criptografar é garantir que apenas quem deve ler uma informação consiga entendê-la.

Ela é um dos pilares fundamentais da segurança da informação e sustenta a confiança no mundo digital.

Por que a Criptografia é tão importante?

Sem criptografia:

  • Senhas poderiam ser lidas diretamente em bancos de dados

  • Dados poderiam ser interceptados durante uma comunicação

  • Qualquer pessoa poderia se passar por outra em sistemas digitais

A criptografia existe para garantir quatro princípios essenciais:

  • Confidencialidade: só quem tem permissão acessa os dados

  • Integridade: a informação não foi alterada

  • Autenticidade: quem enviou é realmente quem diz ser

  • Não repúdio: o autor não pode negar uma ação realizada

Onde a Criptografia é usada no dia a dia?

Mesmo sem perceber, você utiliza criptografia constantemente:

  • HTTPS ao acessar sites

  • Senhas armazenadas de forma segura

  • Apps de mensagens com comunicação protegida

  • Pagamentos online e bancos digitais

  • Backups e dados em nuvem

Ou seja: se há dados digitais envolvidos, a criptografia deveria estar presente.

Criptografia em Trânsito vs. em Repouso

Criptografia em trânsito

Protege dados enquanto estão sendo transmitidos entre sistemas.

Exemplo:
Usuário acessando um site via HTTPS (TLS).

Evita interceptação, espionagem e ataques man-in-the-middle.

Senha Criptografada não é Senha “Escondida”

Um erro comum é achar que senha deve ser “criptografada e depois descriptografada”.
Na prática, senhas não devem ser descriptografáveis.

O correto é usar hash criptográfico, que:

  • Não permite recuperação da senha original

  • Apenas valida se a senha informada é correta

Exemplos de algoritmos adequados:

  • bcrypt

  • Argon2

  • PBKDF2

Guardar senha em texto puro ou com algoritmos fracos é falha arquitetural grave.


Criptografia em repouso

Protege dados armazenados em discos, bancos de dados ou backups.

Exemplo:
Base de dados criptografada ou senhas armazenadas como hash.

Evita exposição mesmo em caso de vazamento ou acesso indevido.

Criptografia não é apenas tecnologia — é decisão de arquitetura

Muitos incidentes de segurança não acontecem por falha de código, mas por decisões erradas de design, como:

  • Não exigir HTTPS

  • Armazenar dados sensíveis sem proteção

  • Não usar autenticação forte

  • Gerenciar chaves de forma insegura

Por isso, a criptografia deve ser pensada desde a arquitetura, junto com a modelagem de ameaças.

Erros comuns sobre Criptografia

❌ “Criptografia deixa o sistema lento”
➡️ Impacto hoje é mínimo e amplamente aceitável

❌ “Meu sistema é pequeno, não precisa”
➡️ Ataques não escolhem tamanho, escolhem vulnerabilidades

❌ “Só criptografar já resolve tudo”
➡️ Criptografia é essencial, mas precisa estar integrada a controles de acesso, monitoramento e boas práticas

A

Admin

Escritor e criador de conteúdo